2025-03-02
VIII Domingo do Tempo Comum – Ano C - 2025
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 6, 39-45)
Ideia principal: Os “guias cegos”, arrogantes e prepotentes, sedentos de protagonismo… Porque as suas propostas não estão de acordo com as propostas de Jesus, afasta-te deles!
- Neste domingo, interrompe-se o “Tempo Comum” do Ano Litúrgico, para a ele voltarmos depois do “Tempo Pascal”, na solenidade da Santíssima Trindade. Depois de escolher os Doze (Lc 6,12-16), Jesus desce da montanha e detém-se na planície com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia (Lc 6,17). Inicia então um longo ensinamento cuja parte final escutámos, sobre autenticidade e a interioridade daqueles que pretendem tornar-se discípulos de Jesus.
- Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? (v. 39). A quem se refere Jesus? Por certo, aos falsos mestres infiltrados nas comunidades cristãs de meados da década de 80 do séc. I. Por causa dos seus erros, eles próprios e os seus discípulos, caíam na mesma cova: a heresia! Prudência antes de qualquer pretensão de guiar os outros; prudência também na hora de escolher um mestre espiritual!
- Segue-se a parábola do argueiro e da trave (vv.41 e 42). O ensinamento é claro: dar-se conta das imperfeições dos outros e ocultar os próprios defeitos, revela um comportamento falso e hipócrita. Devemos purificar o olhar na apreciação dos irmãos; e cultivar a autocrítica através do exame de consciência diário.
Rezar a Palavra e contemplar o Mistério
Jesus, Mestre verdadeiro! Dou-Te graças porque neste mundo de enganos, em que tantos se arvoram em “guias”, em líderes, em “mestres”, que apontam caminhos sem saída, sempre me preservaste deles e me apresentaste o Evangelho como o critério para a escolha dos valores que devo abraçar ou rejeitar. Por isso Te peço: aos pequeninos que se cruzam no meu caminho, saiba eu conduzi-los a Ti, o único Mestre. Amem.
EVANGELHO – Lucas 6, 39-45
Naquele tempo,
disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola:
«Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre,
mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua?
Como podes dizer a teu irmão:
‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista
e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão.
Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
Cada árvore conhece-se pelo seu fruto:
não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem:
e o homem mau, da sua maldade tira o mal;
pois a boca fala do que transborda do coração».
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