Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2022-05-22

6º Domingo de Páscoa – Ano C


Leitura do Livro do Apocalipse (Ap 21,10-14.22-23)


Ideia principal: Nesta caminhada rumo à “Jerusalém messiânica”, essa cidade nova da comunhão com Deus, não estamos sozinhos: Jesus Ressuscitado caminha connosco.
– A 2ª leitura, tal como a do domingo passado, é um trecho retirado da visão final da nova Jerusalém (Ap.21,9 – 22,5). Depois da vitória de Deus sobre as forças que oprimem o homem, surgirá a Cidade Santa. Jerusalém foi o lugar da morte e ressurreição de Cristo, o lugar do Pentecostes, onde nasceu a Igreja. A nova Jerusalém, é a expressão do novo povo de Deus na sua consumação e plenitude.
– A nova Jerusalém é descrita com imagens já usadas pelos profetas, sobretudo Isaías e Ezequiel. Na sua descrição, domina o número 12, já no AT um símbolo de totalidade… desde os 12 reforços na base da muralha, aos 12 anjos junto das 12 portas… Agora, temos de recorrer aos símbolos e aos sinais. Porém, no regresso de Cristo, os símbolos tornar-se-ão supérfluos, porque viveremos na presença do próprio de Deus.
– No final do texto lido (vs 22-23) a Igreja surge transfigurada, resplandecente de luz; a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro. A cidade é santa porque está penetrada, “habitada” pela santidade de Deus. Não tem Templo, pois o novo santuário é o corpo do Ressuscitado. Deus está presente n’Ele, e n’Ele, ponto de comunhão entre os homens, estes podem comunicar com Deus, sem necessidade de mediações.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor, na luz da Tua glória nos havemos de ver na Cidade Santa! Porém, caminho ainda com a Igreja que peregrina neste mundo, feita de homens, que acumula necessária misérias e opacidades – as minhas misérias e opacidades! Senhor, peço-te a graça de jamais me conformar com a opacidade… permite que veja para além desta espessura humana, para que a minha referência seja sempre a Presença que interessa. Amem.


LEITURA II – Ap 21,10-14.22-23


Um Anjo transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha
e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu,
da presença de Deus, resplandecente da glória de Deus.
O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima,
como uma pedra de jaspe cristalino.
Tinha uma grande e alta muralha,
com doze portas e, junto delas, doze Anjos;
tinha também nomes gravados,
os nomes das doze tribos dos filhos de Israel: três portas a nascente,
três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente.
A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.
Na cidade não vi nenhum templo,
porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro.
A cidade não precisa da luz do sol nem da lua,
porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro.