Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2021-08-01

18º Domingo do Tempo Comum – Ano B


Leitura do Livro do Êxodo (Ex 16,2-4.12-15)


Ideia principal: A mensagem não difere da do domingo passado… dá-nos conta da preocupação de Deus em oferecer ao Seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá a vida plena e verdadeira.
- Em Ex 15,22-18,27 narra-se a marcha pelo deserto. Estamos na primeira etapa, que vai desde a passagem do mar, até ao Sinai. As grandes contrariedades suportadas pelos hebreus, são remediadas pela providência divina que multiplica os seus prodígios: a purificação das águas amargas; as águas que jorram quando a sede aperta; a vitória sobre os amalecitas e o envio de alimento, o maná e as codornizes, hoje narrado. Estes feitos sublinham também o contraste entre a murmuração do povo sem fé e a fidelidade amorosa de Deus.
- Depois do entusiasmo pela libertação, começam as saudades do Egipto, até daquilo que lá não tinham, como “as panelas de carne”… Eles, como nós, os cristãos… às vezes não nos passa pela cabeça a ideia de adotarmos hábitos mundanos? E Deus, não apenas não se zanga, como nos dá novos sinais do Seu amor!
- Também Moisés se alimentou do maná, porque o maná não é uma dádiva de Moisés, mas um dom de Deus! Apesar de muitas ingratidões, o maná, ao longo dos séculos, suscitou a fé e a gratidão dos hebreus que a ele se referiam como “um trigo do Céu… pão dos fortes” (cf Salmos 78 e 105), pão dos anjos, de bom sabor para todos (cf. Sab 16, 20-21). Sobretudo é figura da Eucaristia (cf. Evangelho deste domingo).


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Jesus, Palavra Viva, verdadeiro Pão da Vida, és, entre nós, a doçura de Deus! Ensinaste-nos a pedir ao Pai do Céu o pão nosso de cada dia. Assim no deserto… Deus dava ao Povo o maná necessário “para cada dia”. Jesus, liberta o meu coração da ganância e do desejo de possuir sempre mais, a não viver angustiado com o dia de amanhã… ensina-me a confiar no Pai e a colocar-me serenamente nas Suas mãos. Amem.


LEITURA I – Ex 16,2-4.12-15


Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão. Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão». Então o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova, para ver se segue ou não a minha lei. Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: ‘Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus’». Nessa tarde apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento. Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, fina como a geada sobre a terra. Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento».