Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2019-11-17

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C


Leitura da Profecia de Malaquias (Mal 4,1-2)

Ideia principal: A meta é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. O Deus libertador vai intervir no mundo para que nasça o “sol de justiça” que traz em seus braços a salvação.
- Em cada ano, no final do Ano litúrgico, aparece o discurso difícil das “realidades últimas”, com imagens de contornos proféticos, apocalípticos e escatológicos. A Leitura de Malaquias e o Evangelho (Lc 21, 5-19) falam do “fim do mundo”… do fim da terra, do universo? Não. Trata-se do fim do mundo dominado pelo pecado, pela injustiça, pelo ódio, que dará lugar a uma realidade nova em que existirá só o bem.
- “Malaquias”, significa “o meu mensageiro”. Trata-se de um profeta anónimo que se apresenta como “mensageiro” de Deus. É do período do pós exílio, séc. V a.C. (480 a 450 a.C.). O Templo já está reconstruído e o culto restabelecido, mas o povo está apático e descrente porque Deus não cumpriu o que prometeu. Malaquias anuncia “o dia do Senhor”, Jahwéh vai oferecer ao Seu Povo a salvação definitiva…
- Devo acender a “fornalha ardente” para nela “queimar como palha” tudo aquilo que dentro de mim faz parte do mundo decrépito e inaceitável aos olhos de Deus. Suspeito que, o “Dia do Senhor”, em vez de se projetar no futuro, deva ser antecipado no presente, e o protagonista deste dia antecipado deva ser eu próprio, procurando modificar os meus comportamentos maus e optando por construir um mundo novo.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Ó Deus, Senhor da História! Vejo o que se passa no Chile, e na Venezuela, um pouco por toda a América Latina, na Síria, na China e na própria Igreja, e fica-me a sensação de que o nosso mundo caminha para o abismo. A esperança ainda faz sentido? A pergunta verdadeira é esta: serei eu capaz de reconhecer e acolher a intervenção libertadora de Deus na nossa história e na minha vida? Deus, vem em meu auxílio! Amem.


LEITURA I – Mal 4,1-2


Há-de vir o dia do Senhor,
ardente como uma fornalha;
e serão como a palha todos
os soberbos e malfeitores.
O dia que há-de vir os abrasará
– diz o Senhor do Universo –
e não lhes deixará raiz nem ramos.
Mas para vós que temeis o meu nome,
nascerá o sol de justiça,
trazendo nos seus raios a salvação.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte