Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-09-13

XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 14, 7-9)


Ideia principal: Há algo de fundamental que une os discípulos de Jesus: Ele próprio, Jesus Cristo, o Senhor. As diferenças são irrelevantes face à pertença Àquele que faz a comunhão.
- Os cristãos de Roma estavam divididos em dois grupos: os “fortes” e os “débeis”. Os “fortes”, seriam hoje os “progressistas”, libertos dos tradicionalismos bolorentos, tinham a pretensão de viver só do Evangelho; os “fracos”, assim considerados pelos autodenominados “fortes”, são hoje os “conservadores”, para quem a tradição e os ritos são coisas sagradas. Estes dois grupos viviam em confronto, o que leva Paulo a intervir.
- Como resolver as divergências de opinião entre os membros de uma comunidade? Eis um tema sempre atual… Paulo, nos versículos que se omitiram desta perícopa (Rom 14,1-12), propõe duas regras: o respeito pelo outro, evitando a intolerância e o desprezo. Os “fortes” devem respeitar a sensibilidade dos “fracos” e estes, abster-se de julgar os “fortes”. Todos se devem empenhar em cultivar a fraternidade.
- Afinal, Cristo a todos conquistou pela Sua Morte e Ressurreição; ficámos a pertencer-Lhe pelo batismo, que não é um mero rito, mas o entrar numa comunhão de vida com Ele, para morrer e viver com Ele. Por isso, na sua relação com os irmãos, o cristão, não se deve deixar conduzir por considerações humanas, nem pelos seus interesses; antes deverá ter sempre presente que ele não vive para si mesmo, mas para o Senhor.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor Jesus, perdão pela intolerância, pelas discussões intermináveis, pela recusa da diversidade, atitudes que desfiguram a tua Igreja. Perdão, perdão, perdão! Não permitas, Senhor, que perante as divisões – chagas abertas no Teu corpo que é a Igreja, minha Mãe – jamais me deixe levar por ódios, iras e rancores. Faz-me perceber a única coisa importante: a comunhão de vida com Cristo, a quem todos pertencemos. Amem.


LEITURA II – Rom 14, 7-9


Irmãos:
Nenhum de nós vive para si mesmo
e nenhum de nós morre para si mesmo.
Se vivemos, vivemos para o Senhor,
e se morremos, morremos para o Senhor.
Portanto, quer vivamos quer morramos,
pertencemos ao Senhor.
Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou
para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte