Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2019-09-15

XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano C


Leitura do Livro do Êxodo (Ex 32,7-11.13-14)

Ideia principal: Porque Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente, deixa que o amor se sobreponha à vontade de punir o pecador, dando uma nova oportunidade.
- A 1ª Leitura da missa coloca-nos diante de um dos montes da Península Sinaítica, um deserto árido, com alguns oásis, que vai do Mediterrâneo ao Mar Vermelho, semeado de montes altos. Uma tradição cristã do séc. IV d.C. identifica o “monte da aliança” com o “Gebel Musa” (“monte de Moisés”), uma montanha com 2244 metros de altitude, que continua a ser um lugar de peregrinação para judeus e cristãos. Na ausência de Moisés no monte sagrado, o Povo constrói um bezerro de oiro… Não se trata de um novo deus, mas de uma imagem do Deus único, Jahwéh, que a Lei proibia. Face à indignação de Jahwéh, Moisés intercede. A resposta final de Deus (v. 14) põe em relevo a Sua misericórdia. Não são os méritos do Povo que travam o castigo; é a “justiça” de Deus (que é misericórdia, ternura, bondade…) que acaba por triunfar.
- Deus age cheio de misericórdia, uma atitude que se repetirá vezes sem conta ao longo da história da salvação. Deus é o pai que espera o regresso do filho rebelde e faz festa quando o reencontra (Evangelho).
- O que fizeram os israelitas para merecer a misericórdia de Deus? Nada! Jahwéh fez tudo sozinho. Eis a única razão que nos permite esperar a salvação: o amor de Deus, mais forte que as nossas infidelidades!


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Deus santo, Deus justo, Deus fiel! Tu sempre derramas gratuitamente, sobre o Povo, qualquer que seja o seu pecado, o Teu amor. A fidelidade à Aliança, mesmo quando o homem é infiel, é uma marca do Teu amor! É à luz desta certeza que eu vivo e espero, procurando a Tua mão sempre que caio. Ensina-me a estar atento aos meus irmãos que desesperam da salvação, e a interceder por eles como fez Moisés. Amem!


LEITURA I – Ex 32,7-11.13-14


Naqueles dias, O Senhor falou a Moisés, dizendo:
«Desce depressa, porque o teu povo, que tiraste da terra do Egipto, corrompeu-se. Não tardaram em desviar-se do caminho que lhes tracei.
Fizeram um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele,
ofereceram-lhe sacrifícios e disseram:
‘Este é o teu Deus, Israel, que te fez sair da terra do Egipto’». O Senhor disse ainda a Moisés:
«Tenho observado este povo: é um povo de dura cerviz. Agora deixa que a minha indignação
se inflame contra eles e os destrua. De ti farei uma grande nação».
Então Moisés procurou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo:
«Por que razão, Senhor, se há-de inflamar a vossa indignação contra o vosso povo,
que libertastes da terra do Egipto com tão grande força e mão tão poderosa?
Lembrai-Vos dos vossos servos Abraão, Isaac e Israel, a quem jurastes pelo vosso nome, dizendo: ‘Farei a vossa descendência tão numerosa como as estrelas do céu
e dar-lhe-ei para sempre em herança toda a terra que vos prometi’».
Então o Senhor desistiu do mal com que tinha ameaçado o seu povo.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte