Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-09-06

XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 13, 8-10)


Ideia principal: Ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão; todos somos responsáveis uns pelos outros.
- Como devem os cristãos relacionar-se com as Instituições do Império? Como tratar Nero, o imperador, prepotente e excêntrico? Que dizer do modo pouco cordial como os cristãos de origem pagã, que não foram expulsos da cidade, estavam a acolher os cristãos de origem judaica que, com todos os judeus, tinham sido expulsos de Roma pelo o imperador Cláudio, e agora, nos anos 57/58, estavam de regresso?
- Paulo enuncia um princípio geral aplicável a todas as situações em que estão em causa as relações enre pessoas: “Amarás ao próximo como a ti mesmo” Trata-se de uma citação de Lv 19, 18, a que também se refere Mt 19,19; Gal 5,14; Tg 2,8. Todos os outros preceitos derivam deste. Quem procura fazer sempre e só o bem ao irmão, cumpre os mandamentos, pois a caridade é o resumo da Lei e o seu pleno cumprimento.
- O amor ao próximo é apresentado por São Paulo como como uma dívida que, ao contrário das outras dívidas, nunca está paga… em cada instante é preciso amar e amar sempre mais. O cristão nunca poderá cruzar os braços e dizer que já ama o suficiente ou que já amou tudo: ele tem uma dívida eterna de amor para com os seus irmãos. Até dar a vida pelos irmãos, não ama como Cristo nos amou (cf, Jo 13,14).


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor Jesus, que na Última Ceia proclamaste o Mandamento Novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”! Não é mais um, mas o Teu “mandamento”. Paulo no-lo recorda, e a mim fez-me cair na conta de quanto me perco em questões secundárias: ritos da liturgia, normas canónicas, problemas de organização… Senhor, quero amar ao Teu jeito, sem cálculos nem limite! Ajuda-me, Ó Jesus! Amem.


LEITURA II – Rom 13, 8-10


Irmãos:
Não devais a ninguém coisa alguma,
a não ser o amor de uns para com os outros,
pois, quem ama o próximo, cumpre a lei.
De facto, os mandamentos que dizem:
«Não cometerás adultério, não matarás,
não furtarás, não cobiçarás»,
e todos os outros mandamentos,
resumem-se nestas palavras:
«Amarás ao próximo como a ti mesmo».
A caridade não faz mal ao próximo.
A caridade é o pleno cumprimento da lei.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte