Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-08-30

XXII Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 12, 1-2)


Ideia principal: O caminho para a vida verdadeira e plena, dom de Deus para os que n’Ele creem, percorre-se vivendo o amor na dimensão da cruz, isto é, do serviço e da entrega.
- Paulo, depois de apresentar a sua catequese sobre o projeto de salvação que Deus para todos os homens, que nos ocupou vários domingos, damos início à parte moral ou exortatória da epístola (caps 12 a 15) com este apelo: “Peço-vos […] que vos ofereçais a vós mesmos como vítima”. A vós mesmos, à letra, os vossos corpos, não como sendo uma entidade distinta da alma, mas no sentido da própria pessoa, na sua totalidade.
- Essa oferta será um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. As liturgias solenes do Templo foram substituídas por um modo novo de louvar a Deus: o sacrifício da própria vida, entregue com Cristo e oferecida pelos irmãos. Eis o culto lógico, racional, pessoal – o “culto espiritual”! É esta a diferença entre o culto formal, que não compromete o homem, e o culto cristão, o culto verdadeiro, que brota do coração! - Para Paulo, na prática, em que consiste oferecer inteiramente a sua vida a Deus? Em primeiro lugar, em não se conformar com “este mundo”, não no sentido de viver alheado das realidades mundanas, mas em se deixar alienar pelo mundanismo ou mundanidade, expressões caras ao Papa Francisco; em segundo lugar, em renovar a mente de modo a saber discernir, a cada momento, os comportamentos que agradam a Deus.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Ó Deus, Tu queres a misericórdia e não o sacrifício! Tantas vezes o disseste pelos profetas, por Jesus e hoje no-lo recordas pelo apóstolo Paulo. Como devo responder a tudo aquilo que de Ti recebo, Senhor? Perdão, meu Deus, perdão, pelo meu formalismo e pelo vazio dos meus rituais! Pela renovação espiritual da minha mente se torne a minha vida um culto agradável: louvor a Deus e serviço aos irmãos. Amem.


LEITURA II – Rom 12, 1-2


Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus,
que vos ofereçais a vós mesmos
como vítima santa, viva, agradável a Deus,
como culto racional.
Não vos conformeis com este mundo,
mas transformai-vos,
pela renovação espiritual da vossa mente,
para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus,
o que é bom,
o que Lhe é agradável,
o que é perfeito.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte