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da Confraternidade

XX Domingo do Tempo Comum – Ano C


Leitura da Profecia de Jeremias (Jer 38,4-6.8-10)

Ideia principal: A missão profética não é um concurso de popularidade… exige um testemunho verdadeiro e coerente do projecto de Deus, doa a quem doer.
- O texto proposto, situa-nos em Jerusalém, no reinado de Sedecias, por volta de 586 a.C.. Há um partido, ao qual pertencem os principais generais do exército de Judá, que hostiliza os babilónios. Ao contrário, Jeremias, vê no avanço do exército babilónio, comandado por Nabucodonosor, a hora do castigo de Jahwéh para o pecado de Judá, e aconselhou a rendição. Sedecias, hesita; mas pressionado pelos seus generais, aliados dos egípcios, consente que o profeta seja silenciado; metido numa cisterna cheia de lodo, corre risco de vida; Ebed-Melec, um estrangeiro que morava no palácio real, intercede por Jeremias e salva-o.
- Jeremias, rejeitado como traidor da pátria que tanto amava, é salvo por um estrangeiro. Se Sedecias o tivesse ouvido – se tivesse dado ouvidos à voz de Deus - tinha-se evitado a destruição do reino de Judá, bem como a sua prisão. Sedecias acabou humilhado e torturado de forma bárbara pelos babilónios.
- Esta Leitura está em função do Evangelho (Lc 12, 49-52), que define a missão de Jesus como um “lançar fogo à terra”. Proposta exigente e radical, que provoca divisões. Deus envia Jeremias com uma mensagem que contraria a vontade do rei e dos generais e é perseguido. A perseguição é inerente ao anúncio da Palavra.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Ó Deus fiel, sempre estás com aqueles a quem chamas e envias. A história de Jeremias o comprova… incompreendido, humilhado, esmagado, mas nunca só… Tu, Senhor, estiveste sempre a seu lado, como presença amiga e reconfortante. “Estarei contigo para te libertar”, é a garantia dada por Ti, Senhor, que se cumprirá em mim… Assim eu realize com coerência a minha missão profética. Ajuda-me, Senhor! Amem.


LEITURA I – Jer 38,4-6.8-10


Naqueles dias, os ministros disseram ao rei de Judá:
«Esse Jeremias deve morrer, porque semeia o desânimo
entre os combatentes que ficaram na cidade
e também todo o povo com as palavras que diz.
Este homem não procura o bem do povo, mas a sua perdição».
O rei Sedecias respondeu:
«Ele está nas vossas mãos;
o rei não tem poder para vos contrariar».
Apoderaram-se então de Jeremias
e, por meio de cordas, fizeram-no descer à cisterna
do príncipe Melquias, situada no pátio da guarda.
Na cisterna não havia água, mas apenas lodo,
e Jeremias atolou-se no lodo. Entretanto, Ebed-Melec,
o etíope, saiu do palácio e falou ao rei:
«Ó rei, meu senhor, esses homens procederam muito mal
tratando assim o profeta Jeremias:
meteram-no na cisterna, onde vai morrer de fome,
pois já não há pão na cidade».
Então o rei ordenou a Ebed-Melec, o etíope:
«Leva daqui contigo três homens e retira da cisterna
o profeta Jeremias, antes que ele morra».

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte