Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-07-12

XV Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 8,18-23)


Ideia principal: Orientar a vida pela Palavra de Deus, é condição para viver “segundo o Espírito” e, vivendo assim, ajudar a construir o “novo céu e a nova terra” com que sonhamos.
- A harmonia inicial encontra-se transtornana, não apenas o homem, mas também as outras criaturas, “gemem interiormente”, por causa “da corrupção que escraviza”. Esta situação da criação deve-se ao homem, certamente, ao mau uso que faz das criaturas, usando mal o poder que Deus lhe deu para as dominar. Mas também a Deus que, após o pecado, dispôs a natureza de forma a punir o homem pecador.
- O texto da carta aos Romanos que hoje escutamos, aborda um tema recorrente na Bíblia: a solidariedade entre o homem, os outros animais e a natureza (cf. Gn 9,12-13; Col 1,20; Ap 21,1-15).Toda a criação aguarda que o homem escolha a vida “segundo o Espírito”, o que supõe a renúncia a interesses mesquinhos e até o dom da própria vida. São “as dores do parto”, condição para o nascimento de uma nova vida.
- Este é o convite de São Paulo: perceber que as dores que fazem a criação gemer, não são as dores de um moribundo; antes são as dores que provocam o grito da mulher que vai dar à luz. Os cristãos são sensíveis à desordem que vai na “nossa casa comum”, mas não desesperam… Não obstante os sinais preocupantes, a razão da nossa esperança está na eficácia da Palavra de Deus, capaz de fazer novas todas as coisas.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Oh Deus, Criador e Senhor do céu e da terra! Tudo manténs pelo poder da Tua Palavra, viva e eficaz. Aconteça o que acontecer, faz-me ver. Ó Deus, o futuro do mundo e da humanidade com os óculos da esperança. Purifica, Senhor, a minha esperança… seja eu daqueles Teus servos que, procurando viver “segundo o Espírito”, constroem já na nossa terra, na nossa história, esse “novo céu e nova terra”. Amem.


LEITURA II – Rom 8, 18-23


Irmãos:
Eu penso que os sofrimentos do tempo presente
não têm comparação com a glória
que se há de manifestar em nós.
Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente
a revelação dos filhos de Deus.
Elas estão sujeitas à vã situação do mundo,
não por sua vontade,
mas por vontade d’Aquele que as submeteu,
com a esperança de que as mesmas criaturas
sejam também libertadas da corrupção que escraviza,
para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Sabemos que toda a criatura geme ainda agora
e sofre as dores da maternidade.
E não só ela, mas também nós,
que possuímos as primícias do Espírito,
gememos interiormente,
esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte