Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-06-28

XIII Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 6, 3-4.8-11)


Ideia principal: A Palavra deste domingo leva-nos a uma reflexão sobre o discipulado. Identificado com Jesus pelo batismo, o discípulo deve renunciar ao pecado e trilhar o caminho do amor e do dom da vida.
- A salvação não se “conquista”, é dom de Deus que, apesar do pecado dos homens, a todos, através de Cristo, justifica e salva gratuita e incondicionalmente. Cristo comunica-nos a vida de Deus, porque, ao contrário de Adão, escolheu viver na obediência a Deus, e pela Sua obediência, isto é, pelo cumprimento incondicional da vontade do Pai – fez chegar a todos os homens a graça da salvação (cf. Rom 5,12-20).
- As águas da fonte batismal são como as águas do ventre materno da Igreja, que sempre gera novos filhos. Percebe-se o alcance da afirmação de Paulo sobre as consequências do batismo na vida do cristão: “fomos sepultados com Cristo na Sua morte, para que também nós vivamos uma vida nova”. Ou seja: pelo batismo deu-se uma união tão profunda com Cristo, que já não faz mais sentido o pecado na vida do cristão.
- Pelo batismo enxertado em Cristo, o cristão deve viver à maneira de Cristo. Jesus, na Cruz, deu um “golpe mortal” no egoísmo e no pecado; a ressurreição é a manifestação da vida nova, feita de dom, amor, entrega, serviço… Ora o Batismo, além de nos aplicar a eficácia salvífica da morte de Cristo, torna-nos “vivos para Deus, em Cristo Jesus”, e, como tal, manifestação “da vida nova” do Ressuscitado.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor, a proclamação do grande texto batismal da Carta aos Romanos, fez-me acordar para a realidade daquilo que sou: batizado na morte de Cristo e com Ele sepultado, vivo n’Ele enxertado, vivo n’Ele, com Ele e por Ele; por esta graça que Cristo me alcançou experimento a vida nova da ressurreição. Ajuda-me, Senhor, a corresponder à graça, renunciando ao pecado e escolhendo o amor e o dom da vida. Amem.


LEITURA II – Rom 6, 3-4.8-11


Irmãos:
Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo
fomos baptizados na sua morte.
Fomos sepultados com Ele na sua morte,
para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos,
para glória do Pai,
também nós vivamos uma vida nova.
Se morremos com Cristo,
acreditamos que também com Ele viveremos,
sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos,
Cristo já não pode morrer;
a morte já não tem domínio sobre Ele.
Porque na morte que sofreu,
Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre;
mas a sua vida, é uma vida para Deus.
Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado
e vivos para Deus, em Cristo Jesus.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte