Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-06-14

XI Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 5, 6-11)


Ideia principal: A comunidade, formada por discípulos a quem Deus chama e congrega, tem por missão dar ao mundo testemunho do amor de Deus – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.
- Depois da solenidade da Santíssima Trindade, retomamos os Domingos do Tempo Comum. Havíamo-los interrompido no dia 23 de fevereiro, antes da Quaresma. Celebrámos, então, o VII Domingo. Nesta interrupção longa, desde a Quaresma ao Domingo de Pentecostes, faz-se um acerto, pelo que saltámos do VII para o XI Domingo do Tempo Comum. Nos Domingos que não celebrámos, na segunda Leitura, extraída, como a deste domingo, da Carta aos Romanos, o tema foi a justificação, um assunto difícil, que hoje continua. Recordemos apenas, para retomarmos “o fio à meada”, que a justificação não é uma esponja que Deus passa sobre os nossos pecados; consiste, sim, no dom de um coração novo pela efusão do Espírito Santo, um coração que nos impele para o bem e nos torna capazes de agir em conformidade com Deus.
- Como o homem, por si só, não conseguiria superar a situação de pecado, Deus enviou o Seu Filho que Se entregou por nós, e, gratuitamente, nos ofereceu a salvação. Tudo isto aconteceu “quando éramos, ainda, pecadores”. O amor de Deus é verdadeiramente um amor “inqualificável”, incrível, ilógico… Se Deus nos amou desta forma quando éramos pecadores, como poderá deixar de amar agora que fomos justificados?


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Ó Deus, que enviaste o Teu próprio Filho que Se entregou por nós – até à Cruz – para nos justificar; libertou-nos da escravidão do pecado, oferecendo-nos, de forma totalmente gratuita, a Salvação. O Teu amor, Senhor, soa a Absoluto, a Eternidade! Ninguém nos ama como Tu! Quero viver condicionado pelo Amor que me tens, vencer os meus medos e sobre ele quero construir a minha vida. Louvado sejas! Amem.


LEITURA II – Rom 5, 6-11


Irmãos:
Quando ainda éramos fracos,
Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado.
Dificilmente alguém morre por um justo;
por um homem bom,
talvez alguém tivesse a coragem de morrer.
Mas Deus prova assim o seu amor para connosco.
Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
E agora, que fomos justificados pelo seu sangue,
com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina.
Se, na verdade, quando éramos inimigos,
fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho,
com muito mais razão, depois de reconciliados,
seremos salvos pela sua vida.
Mais ainda: também nos gloriamos em Deus,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
por quem alcançámos agora a reconciliação.


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ADOTE UM AGONIZANTE


Como? Basta recitar o Terço da Divina Misericórdia por uma pessoa concreta, em estado terminal, que não teve oportunidade de se abeirar dos Sacramentos em tempo útil.
Esta iniciativa, já muito divulgada em Itália, tem origem na leitura das promessas de Jesus a Santa Faustina Kowalska, que escreve no seu diário:


"Quando entrei na capela, Jesus disse-me: «Minha filha, ajuda-Me a salvar um pecador agonizante. Reza por ele o terço (ou a coroa) que te ensinei».
Ao começar a rezar o terço, vi um moribundo entre terríveis tormentos e lutas. Defendia-o o Anjo da Guarda que, contudo, era impotente face à enorme miséria daquela alma, que uma multidão de demónios aguardava.
Mas enquanto eu recitava o terço, vi Jesus tal como está representado na imagem. Os raios que saíram do Coração de Jesus envolveram o doente e os poderes das trevas fugiram em pânico. O doente morreu em paz.
Quando voltei a mim, compreendi a importância que tem o Terço da Divina Misericórdia rezado junto dos agonizantes: ele atrai a misericórdia de Deus."


Saiba como rezar o Terço da Divina Misericódia.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte