Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2022-01-30

Domingo IV do Tempo Comum – Ano C


Leitura da primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (1 Cor 12, 4-13)


Ideia principal: A caridade é a essência da vida cristã. Também o “profeta” se deve deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse, pois só a caridade dá sentido à sua missão.
- Paulo, ao falar dos “carismas”, tão disputados pelos coríntios, não deixa de apontar, naturalmente, aquele dom fundamental, sem o qual não faz sentido o exercício de qualquer “carisma”: a caridade. Há quem chame a este texto “o Cântico dos Cânticos da nova aliança”. Também lhe chamam o “hino ao amor”. Trata-se do mais sublime elogio da caridade, sem dúvida, uma das mais belas páginas das Escrituras.
- O amor de que Paulo fala aqui é o amor que em grego se diz “agape”, um amor como o de Deus, que não procura o bem, cria-o! Jesus prefere os últimos, os pecadores, porque são eles os mais carecidos de amor. Assim os cristãos devem entender o amor: gratuito, desinteressado, que se preocupa com o outro, que sofre pelo outro, que procura o bem do outro. A Igreja é a comunidade dos que amam à maneira de Jesus.
- Duas afirmações da Leitura: “A caridade não acaba nunca”; “A maior de todas é a caridade”. A caridade é o que permanece quando o resto, já de si irrelevante, desaparece, acaba, cessa. Quem não terá já pensado: “o dinheiro é tudo”, “o dinheiro é o que conta”, “com dinheiro consegue-se tudo”… É tão mundana a nossa escala de valores… Naquelas frases substitui “dinheiro” por “caridade” e repete-as, agora, várias vezes!!!


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor Jesus, Tu dás preferência aos mais carecidos do Teu amor e, amando-os, os recrias! Ama-me, ó Jesus, e amando-me, recria-me na capacidade de amar como Tu amas. Sem mérito meu, para o bem da Igreja, recebi alguns carismas. Porém, se não amo com o Teu amor, não tenho caridade… sem caridade, exercitando os carismas que me foram dados, posso cair na vaidade. Livra-me, de tal, ó Jesus. Amem.


LEITURA II – 1 Cor 13, 4-13


Irmãos:
A caridade é paciente, a caridade é benigna;
não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
não é inconveniente, não procura o próprio interesse;
não se irrita, não guarda ressentimento;
não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há de cessar,
a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca.
De maneira imperfeita conhecemos,
de maneira imperfeita profetizamos.
Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança,
sentia como criança e pensava como criança.
Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil.
Agora vemos como num espelho e de maneira confusa,
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de maneira imperfeita,
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte