Confraternidade de Santa Filomena

Recado do Diretor Espiritual

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2020-02-09

Domingo V do Tempo Comum – Ano A


Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (1 Cor 2, 1-5)

Ideia principal: Ser “luz” supõe a identificação com Cristo pela interiorização da “loucura da Cruz” que é dom da própria vida.
- São Paulo permaneceu em Corinto um ano e meio depois da sua fracassada pregação no Areópago de Atenas, que havia preparado cuidadosamente servindo-se até da sua cultura profana, pois cita autores pagãos. Por isso, em Corinto, prega com grande ardor, porém, sem se basear “na linguagem convincente da sabedoria”, mas no “poder de Deus”, falando sem complexos, do escândalo e da loucura da Cruz.
- Paulo apresentou-se com toda a simplicidade, assustado e cheio de temor, a anunciar esse paradoxo de um Deus fraco, rejeitado, que morreu numa Cruz. Contudo, em Corinto nasceu uma comunidade cristã cheia de força e de fé. Como se explica isso? Porque Deus age pelo Espírito Santo, quer naquele que anuncia, quer no coração daqueles que escutam, a fim de se deixarem tocar pela verdadeira Sabedoria.
- Por isso, na Leitura que hoje escutámos, Paulo lembra aquilo que espera dos cristãos daquela comunidade: 1) Nenhum outro deveriam querer, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado; 2) Deveriam apoiar-se somente no Evangelho, poderosa manifestação do Espírito Santo; 3) Como ele próprio - que não quis parecer o que não era - deveriam comportar-se como humildes servidores do mistério de Deus.


Rezar a Palavra e contemplar o Mistério


Senhor Jesus, oiço na boca de “mestres” cristãos o discurso do mundo, como se a salvação do planeta e dos homens estivesse na economia, no desenvolvimento sustentado, no controle do buraco do ozono, no pleno emprego, na paz social, na defesa da floresta amazónica… Mas o Teu discípulo Paulo, diz que a salvação está na “loucura da cruz”… Jesus: como Paulo, também eu quero aprender na Tua “universidade”! Amem.


LEITURA II – 1 Cor 2, 1-5


Quando fui ter convosco, irmãos,
não me apresentei com sublimidade
de linguagem ou de sabedoria
a anunciar-vos o mistério de Deus.
Pensei que, entre vós, não devia saber nada
senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.
Apresentei-me diante de vós
cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras.
A minha palavra e a minha pregação
não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana,
mas na poderosa manifestação do Espírito Santo,
para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana,
mas no poder de Deus.

ConegoArmandoDuarte

Cónego Armando Duarte